20.3.07

até ao fim somos amantes uns dos outros*

Rembrandt, a ronda da noite




(...) O supérfluo, o que envolve o prazer sensível na sensação dum objecto belo, arrastava-os como a paixão do jogo. Os Nabasco jogavam por prazer e não por vício. De resto, tinham a ideia de que podiam suspender de repente uma vasa, levantarem-se e ir embora só porque o táxi chegara. Não era verdade mas - que importa? A verdade era uma coisa prescindível e não de todo se podia avaliar.

*Agustina Bessa-Luís, A Ronda da Noite (excertos in Egoísta, fevereiro 2007)