The concept of a road can be a distraction, concentrating on the beginning and end at the expense of the stops en route.
(Susan Whitfield)
Rota. Sempre me fascinou esta palavra.
Rota da Seda. Preencheu o meu imaginário.
Dunhuang. Cidade por onde se efectuava o longo caminho, cruzando o deserto.
Como nas belissimas histórias de Sherazade, sempre me fixei nas famosas mercadorias transportadas via Oriente/Ocidente e vice-versa, de palácios sumptuários, onde o colorido da fantasia tecia ricas sedas e o brilho das pedras. Eram essas as culturas que nos ensinavam, na nossa aprendizagem de um mundo longínquo, temeroso e apetecido. No deserto cabiam os salteadores, como Alibabá e os 40 Ladrões, os oásis e as miragens. Mas a nossa aprendizagem é um movimento contínuo, de recuperação e avaliação de conceitos apanhados ao longo da vida. E reformulados.
Aconteceu com a Rota da Seda. O contributo das civilizações "bárbaras" dos nómadas do deserto. E de como as suas culturas, negligenciadas pelos historiadores, enriqueceram culturalmente, contribuindo também, para o desenvolvimento do comércio da famosa Rota. Entretecia-se uma teia de intercâmbios artísticos, religiosos e linguísticos, que, seguramente, teria influenciado as grandes culturas e religiões das civilizções antigas e medievais.
Pelo estudo agora iniciado e aprofundado de Susan Whitfield (British Library) começam a ser recuperadas da obscuridade mantida ao longo dos séculos.
É um assunto que me apaixona. Obrigada Susan.
Susan Whitfield and Ursula Sims-Williams, editors, The Silk Road. Trade, travel, war and faith, British Library.


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