26.4.05

lua

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alle khan

ce qui est simple est toujours faux, ce qui ne l’est pas est innutilisable
(Paul Valéry)

Acompanhaste-me percorrendo serranias, pomares, planícies. Na divisória indistinta em que o horizonte quase toca o céu rias-te, luzindo o imenso redondo, sombreado, misterioso. Saltavas-me ao caminho e era um jogo, tu, escondida na curva da estrada, eu tentando adivinhar de que lado surgirias. Mas não estás sempre posta em sossego, brilhando recortada, em noite de amantes?

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