
Querida Moriana,
eu que sou avessa a cadeias acabei por me render aos prazeres desta sua homenagem à poesia em prosa. Delicioso, obrigada.
1. Escolha um livro qualquer da Sophia e terá nas mãos o meu reflexo na espuma do mar.
2. Lembro-me do "rapaz dos elefantes", não devia ter mais de 5 anos. E de todos aqueles homens que fui dourando com a minha imaginação e que no fim se evaporaram com um simples sopro, confirmando a ficção.
3. D. Quixote. Lamentavelmente, ainda não lhe toquei, mas sei que passarei bons momentos num moinho de vento que espera apenas que me decida a recuperá-lo.
4. Memória das minhas putas tristes. Hélas, prometi que não falava mais neste assunto. O livro é uma grande ode ao machismo, decepcionante, para quem gostava de G.G. Marquez.
5. Ainda bem que pôs no plural; os livros são como as cerejas: o do Palma, Ecrits pornographiques do Boris Vian e Belle du Seigneur, do Albert Cohen.
6. Só 5? Os Maias cuja publicação em todas as línguas defendo há anos, os 4 tomos de Em busca do tempo perdido por causa da madalena mergulhada na infusão, o Corão por curiosidade(e já estão mais que 5…)
7. Não passarei a ninguém, fico com icterícia só de pensar em cadeias de palavras. Fica consigo, estou certa que está bem guardado. Deixo-lhe também um beijo e a promessa de que quando eu morrer, voltarei para buscar, os instantes que não vivi junto do mar.
Esqueci-me das 4 últimas canções, para ler junto à lareira.


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