
(Ted Preuss)
Cheia de penas
Cheia de penas me deito
E com mais penas
E com mais penas me levanto
No meu peito
Já me ficou no meu peito
Este jeito
O jeito de querer tanto
Desespero
Tenho por meu desespero
Dentro de mim
Dentro de mim o castigo
Eu não te quero
Eu digo que não te quero
E de noite
De noite sonho contigo
Se considero
Que um dia hei-de morrer
No desespero
Que tenho de te não ver
Estendo o meu xaile
Estendo o meu xaile no chão
Estendo o meu xaile
E deixo-me adormecer...
(fado, por uma lágrima)
26.5.05
o fado deprime-me
Acompanhava-te nem sei bem porquê. A amizade, sem dúvida. Mas detestava cada momento. E tu cantavas para quem querias que te escutasse. Por isso ias, por amor. Um dia soltaste este fado. Os meus olhos prenderam-se no poema e na melodia. Achei-lhe algo de irónico, em tanto desespero. Desde esse dia é o único fado que suporto.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)


Sem comentários:
Enviar um comentário